4 elementos da Oração.
4 elementos da Oração.
Jonas Dias de Souza1
Cumpre informar primeiramente que a ideia deste
artigo nasceu após a leitura do livro “Ocupado demais para
deixar de orar” da autoria de Bill Hybels. A história deste
livro é especial quando vemos o agir de Deus nas pequenas ações.
Existe uma livraria em São João del-Rey que vende livros usados.
Embora a maior parte seja de livros seculares, existe uma pequena
prateleira no fundo destinado aos livros cristãos. Uma pequena parte
de uma prateleira para ser mais exato. Estava procurando um livro
sobre seitas e heresias que havia visto anteriormente, mas não
dispunha de dinheiro para adquiri-lo naquele momento. Como já havia
sido vendido, passei a dar uma garimpada nos livros. Há muito deixei
de comprar livros esotéricos. Mas como gosto de estudar
heresiologia, dei uma olhada em algumas seções. Entremeios aos
livros seculares, achei esta obra, que trata da questão da oração.
O livro foi traduzido do original “Too busy not to pray”, por
Magaly Fraga Moreira, e publicado no Brasil pela Editora United Press
Ltda em 1999. Portanto já se vão três lustros que ele estava me
aguardando. O exemplar que comprei não trás quem foi seu dono
anterior e está bem conservado. Enfim, um verdadeiro achado, que
pode ser creditado aos desígnios de Deus.
Não pense que vai encontrar uma resenha, isto será
feito numa outra oportunidade. O que falaremos a seguir é a respeito
dos elementos que devem estar presentes na oração e que muitas
vezes não nos damos conta, tamanha é a nossa ânsia de
pedir...pedir...pedir.
Hybels trás a certa altura do livro um modelo de oração, que em
si não é novo e não é nenhuma novidade no meio Cristão. Mas,
quando lemos o livro, com a ótica atual da Teologia da Prosperidade,
vemos que
estes elementos estão há muito esquecidos em nossa seara.
Ele começa por ensinar um acróstico de quatro letras.
Adoração
Confissão
Agradecimento
Súplica
O acróstico é “ uma composição poética onde
as letras iniciais, intermediárias ou finais formam palavras ou até
mesmo frases.” E serve para memorizarmos sentenças a respeito de
determinado assunto.
O primeiro elemento que a nossa Oração deve
conter é a ADORAÇÃO. Quando iniciamos nossa oração adorando e
reconhecendo os atributos e a verdadeira grandeza de Deus, estamos
fazendo igual ao agricultor que prepara com muito carinho o terreno
no qual irá lançar a semente. Para Hybels, este momento é o que
mede, que parametriza como será o encontro com Deus. A este
respeito, é preciso citá-lo, posto que uma referência não será
capaz de traduzir a essência do que ele lembra.
“A adoração determina o tom de toda a oração.
Faz-nos recordar a quem nos dirigimos, na presença de quem vamos
entrar, de quem desejamos receber atenção. Muitas vezes nossos
problemas e tribulações parecem tão prementes que reduzimos a
oração a uma lista de desejos.”
(p.51)
(p.51)
Portanto vamos atentar para quando formos orar,
iniciarmos com a verdadeira adoração ao Deus criador do universo, e
que não sofre mudanças nem sombra de variações. Que está sempre
presente ao nosso lado, mesmo que estejamos fugindo de sua presença.
O segundo elemento é a CONFISSÃO. Inúmeras
vezes deixamos de lado esta nomeação de nossas atitudes
anti-cristãs denominadas de pecado, por acharmos que não os temos.
Simplesmente negligenciamos nossas faltas. Quando estamos a sós
temos um padrão diferente de nossa oração pública. Mas via de
regra negligenciamos nossos pecados e faltas. E depois ainda queremos
rapidez na resposta de Deus. Devemos lembrar que Daniel orou por 21
dias e pediu perdão pelos seus pecados e pelos pecados do povo. A
oposição foi tanta que Deus teve mandar um anjo mais forte, porque
Satanás estava impedindo a passagem da resposta.
Quem sabe o que está atrasando a nossa benção,
seja a falta de confissão nas nossas orações. É de suma
importância lembrar que não há pecado pequeno ou grande, ou pecado
que não possa ser perdoado. Não há pecadinho e nem pecadão. Há
somente pecados que devem ser confessados.
Para lembrar nos do benefício da confissão devemos
lembrar que Cristo morreu por nossos pecados. Ele não tinha pecados
mas morreu pelo nosso pecado e pelos nossos pecados. Quando estamos
em Cristo somos Novas Criaturas. Isto é lembrado Apóstolo Paulo em
sua segunda epístola aos Coríntios. “Assim que, se alguém
está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas se passaram; eis
que tudo se fez novo.” (2 Coríntios 5.17)
Neste momento, aproveitamos e pedimos Deus que nos
ajude a livrarmos nos deste pecado em particular.
O terceiro elemento da Oração deve ser a
AÇÃO DE GRAÇAS ou AGRADECIMENTO. Devemos sempre que orarmos após
adorarmos e confessarmos, devemos agradecer. Basta lembrar do hino da
Harpa Cristã que diz “Conta as bençãos, contas quantas são
recebidas da divina mão”.
Todos temos inúmeras bençãos a agradecer, a começar pelo fato de
estarmos orando. O Brasil, é um País em que podemos carregar
ostensivamente a Bíblia Sagrada sem que soframos sanções estatais
e das pessoas. Somos Cristãos livres e talvez por isto tão
acomodados. Para Bil Hybels, ele pode agradecer por quatro tipos de
bençãos: Orações respondidas, bençãos espirituais, relacionais
e materiais. Cada leitor pode fazer sua lista. Porque você pode
agradecer a Deus. Eu posso agradecer pela capacidade que Ele me deu
para escrever este artigo. Agradecer pela ideia e pela permissão de
escrever um blog que já atingiu mais de 15.000 leitores. Isto ocorre
sob a permissão de Deus e sob a inspiração do Espírito Santo.
O quarto elemento é a SÚPLICA. Neste
momento de nossas orações, fazemos as petições. Alguns argumentos
errôneos existem no sentido de que não precisamos pedir porque Deus
é onisciente. Mas ainda no aprendizado Paulino, vemos que: “Não
estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam
em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ações
de graças.” (Filipenses 4.6)
Nada é grande que Deus não possa solucionar, e nada é pequeno
demais para falarmos com Ele.
E quando não sabermos sobre o quê ou como pedirmos, devemos lembrar
que Deus da a sabedoria que vem do alto para que pedir. Fale com
gemidos inexprimíveis que o Espírito Santo traduz as nossas orações
diante do Trono de Deus.
O assunto é muito gratificante, mas não seria
Ético explorar este assunto, caso contrário o leitor perderá a
vontade de ler a obra citada. E se Deus aprouver faremos uma resenha
numa outra oportunidade.
Amém!
1Servo
de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São
João del-Rey. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de
Teologia da EETAD.

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