CRISTÃO PREOCUPADO? SETE RAZÕES PARA QUE NÃO NOS PREOCUPEMOS.
CRISTÃO PREOCUPADO? SETE RAZÕES PARA
QUE NÃO NOS PREOCUPEMOS.
Jonas Dias de Souza[1]
“Por isso vos digo: Não andeis cuidadosos
quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem
quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o
mantimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que
nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as
alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas? E qual de vós poderá, com
todos os seus cuidados, acrescentar um côvado à sua estatura?
E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mateus 6.25-34)
E, quanto ao vestuário, por que andais solícitos? Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam; E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe, e amanhã é lançada no forno, não vos vestirá muito mais a vós, homens de pouca fé? Não andeis, pois, inquietos, dizendo: Que comeremos, ou que beberemos, ou com que nos vestiremos? Porque todas estas coisas os gentios procuram. Decerto vosso Pai celestial bem sabe que necessitais de todas estas coisas; Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mateus 6.25-34)
Ansiedade! O mal do milênio. Correria...Prazo a
ser cumprido...Tarefas...Trabalhos escolares e outras séries de ocupações que a
vida moderna impõe ao homem. Com o crente em Cristo não é diferente. Não existe
cristianismo sem
aflição. A pregação de que o crente tem todos os problemas
resolvidos ou quando tem problemas está em pecado, é uma pregação falsa e
mentirosa. Devemos lembrar, que em momento algum Jesus afirmou que não teríamos
aflição. A este respeito leia: Leia João 17.
A Primeira Razão: Se somos crentes em
Cristo, devemos confiar os detalhes de nossa vida a Ele. O mesmo Deus que nos
deu a vida deve receber de nós a confiança de que pode suprir-nos nos mínimos
detalhes, nas mínimas necessidades cotidianas. Inúmeras vezes pensamos que
somente os grandes problemas devem ser levados até o altar. Isto gera falsa
confiança, fazendo com que nos entreguemos às nossas próprias forças (humanas)
e esqueçamos que Deus é Poder. O Salmo 46 nos orienta a aquietarmos e confiar
em Deus. “Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus;” (Sl 46. 10ª) Aquietar é saber
que podemos confiar em Deus não andando cuidadoso e ansioso pela vida, pelas
roupas, e pelo pão cotidiano.
A Segunda Razão: Se Deus é onisciente, onipresente e onipotente,
Ele sabe do nosso futuro. A preocupação com o amanhã nos impede de vermos a
oportunidade que está nos aparecendo hoje. Ou seja, descuidamos do presente
preocupando com algo que está somente em nossos planos. Os esforços que
envidamos no presente são prejudicados pela ocupação antecipada (Pré-ocupação)
com o futuro. Exemplo: Os pais estão tão preocupados com o estudo universitário
dos filhos que se esquecem de ajudá-los com as dificuldades do Ensino
Fundamental.
“Dedicar-se para planejar o amanhã é bom, porém
preocupar-se excessivamente com o futuro é um desperdício. Às vezes, é difícil
estabelecer a diferença entre planejar e inquietar-se. O planejamento cuidadoso
consiste em pensar sobre metas, métodos e programas, confiando na direção de
Deus. Quando bem feito, o planejamento pode ajudar a aliviar a preocupação.
Porém aqueles que ficam ansiosos são consumidos pelo temos e consideram difícil
confiar em Deus. Deixam que seus planos interfiram em seu relacionamento com
Deus. Não deixe que as inquietações com o amanhã afetem seu relacionamento com
Deus hoje.” (Bíblia de Aplicação Pessoal, p. 1229)
A terceira razão : Não encontramos utilidade no preocupar-se. Preocupar é ocupar
previamente de algo. Ou seja, antecipamos problemas e buscamos soluções para
algo que pode nem acontecer. Sabemos hoje, que da preocupação excessiva advém
uma série de males físicos e mentais. Temos a saúde prejudicada; redução de
produtividade. Em relação ao tratamento com o nosso próximo, somos afetados de
forma negativa. A irritabilidade trazida pela preocupação interfere no
relacionamento interpessoal, em todos os âmbitos da vida, seja familiar ou
profissional. A preocupação exacerbada diminui a nossa confiança no Deus de
Misericórdia e Justiça que servimos. Importante lembrar que preocupação
diferencia-se de interesse .
A quarta razão: Não somos ignorados por Deus. Quando nos
colocamos na dependência de Deus, não somos ignorados, pelo fato de que Deus
não esquece os que dEle dependem. Colocar-se na dependência de Deus acaba com
as preocupações. Devemos buscar e colocar Deus em primeiro lugar como razão de
nossas vidas. “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas
essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33) E Cristo segue ensinando sobre
a ansiedade: “Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de
amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mt 6.34)
A quinta razão: Deixar nos tomar pelas preocupações é
demonstrarmos a falta de fé que está imperando. Precisamos entender a Palavra
de Deus para crermos nela. E precisamos crer nela para entendê-la. Esta idéia
não é minha, é de um dos pais da Igreja (Agostinho de Hipona), mas é válida
como premissa verdadeira. Entender a Palavra de Deus aumenta a nossa fé. “Ora,
a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se
não vêem.” (Hebreus 11.1)
“O ponto inicial da fé é crer no caráter de Deus: Ele é quem
diz ser. O ponto final é crer nas promessas de deus: Ele fará o que diz. Quando
cremos que Deus cumprirá as suas promessas, ainda que não a vejamos se
materializando, demonstramos uma fé verdadeira.” (Bíblia de Aplicação Pessoal,
p. 1744)
O capítulo 11 de Hebreus é conhecido como “Galeria dos Heróis da
Fé”, mas sabemos que em Cristo, “ o maior herói da fé é aquele que crê em Jesus
cristo como único e suficiente salvador e humildemente se coloca nas mãos de
Deus.” Como vemos não basta crer. É preciso se colocar nas mãos de Deus. Crer é
somente o início. Não nos esqueçamos que até os demônios crêem. “Tu crês que há
um só Deus? Fazes bem; também os demônios o crêem e estremecem.” (Tiago 2.19)
Pra que nos preocuparmos se temos fé em Deus.
A sexta razão:
Ao nos
preocuparmos deixamos de ver os verdadeiros desafios que nos são colocados, ou
seja, perdemos o alvo, e deixamos de lado a missão que nos foi confiada por
Deus. O alvo do Cristão deve ser sempre Jesus cristo que é o caminho, a verdade
e a vida. Não há vida sem Ele. “Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça,
e todas essas coisas vos serão acrescentadas.” (Mt 6.33)
A idolatria é mais do que adorar imagens, não consiste somente nisto
(conforme pensam alguns). Quando priorizamos outras coisas que não Jesus Cristo
em nossas vidas, estamos desviando do alvo. Não entendam com isto que tenham
que abandonar os cuidados familiares. Não é nada disto. O homem ou a mulher que
cuida de sua família está honrando a missão que Deus lhe confiou.
Existem três perigos para a Nova Vida. (Renascida em Cristo)
·
O mamom (Riquezas)
·
A preocupação
·
O hábito de julgar
PREOCUPAÇÃO: substantivo feminino ato ou efeito de
preocupar(-se) 1 prevenção, opinião antecipada, ou a primeira impressão
que uma coisa fez no ânimo de alguém 2
ideia fixa e antecipada que perturba o espírito a ponto de produzir sofrimento
moral 3 perda da tranquilidade de espírito, devida ao interesse ou
sentimento de responsabilidade que se tem por certas pessoas ou coisas; cuidado
4 atenção dirigida exclusivamente a alguma pessoa ou coisa 5 pensamento dominante, que se sobrepõe a
qualquer outro. (Dicionário Houaiss)
“Opinião antecipada”, é isto também a preocupação. Temos alguns
medos de ou sobre algo que , inúmeras vezes serviu somente para nos desviar da
fé. Devemos lembrar de que Jesus ensinou a orarmos para que “Seja feita a tua
vontade”, isto é nos entregarmos nas mãos de Deus. Há um hino Cristão que diz
em sua letra: “Se as águas do mar da vida quiserem te afogar, segura na mão de
Deus e vai.” Depositar em Deus a nossa confiança, é soltar o cabo da nau e sair
pelo mar bravio, porque o SENHOR está conosco. Nós crentes em Cristo não
precisamos de auto-ajuda, nós precisamos é da ajuda do alto.
A SÉTIMA
RAZÃO: Devemos viver um dia de cada vez. “Não vos
inquieteis, pois, pelo dia de amanhã, porque o dia de amanhã cuidará de si
mesmo. Basta a cada dia o seu mal.” (Mt 6.34) Como percebemos as razões se mesclam.
Mas, o objetivo principal é depositarmos a nossa ansiedade em Cristo Jesus. É
orientação dele. Primeiro Ele nos chama. A nós que estamos cansados e
oprimidos. “Vinde a mim, todos os que
estias cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28) A este chamado
divino nós devemos atender todos os dias. Não foi somente na nossa conversão
que fomos chamados. Mas a cada segundo de nossa vida Jesus nos chama, para deitarmos
e descansarmos em seus braços. Nós trocamos o jugo de Cristo pelo nosso. O
nosso jugo é pesado, é um fardo de preocupações, ansiedades e pecados,
recheados de fraqueza e dúvidas humanas. O jugo de Cristo é suave, ameno e
agradável. “Tomais sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e
humilde de coração, e encontrareis descanso para a vossa alma. Porque o meu
jugo é suave, e o meu fardo é leve.” (Mt 11. 29-30)
“O jugo é um pesado arreio de madeira que se coloca sobre as
espáduas de um ou mais bois. Este instrumento é atrelado a uma parte do
equipamento que os animais devem puxar. Uma pessoa pode estar carregando um
pesado jugo de pecados, excessivas exigências dos líderes religiosos (...),
opressão e perseguição e/ou cansaço na busca a Deus. Mas Jesus liberta as
pessoas de todas estas cargas. O alívio que Ele promete é o amor, a cura e a
paz com Deus, e não o fim de toda labuta. O relacionamento com Deus mudará o
trabalho enfadonho e sem sentido, transformando-o em objetiva produtividade
espiritual.” (Bíblia de Aplicação Pessoal, p. 1241)
A GUISA DE CONCLUSÃO:
Deus em sua infinita bondade e misericórdia enviou seu filho
para morrer pelos nossos pecados e pelo nosso pecado. Contudo, insistimos
muitas e inúmeras vezes em recusar a sua ajuda para carregarmos o nosso fardo.
Não existe Cristão auto-suficiente. Existe Cristão dependente. Dependente da
Graça. Dependente da Palavra. Dependente da Oração e do Jejum.
Cristão que deseja ser forte, não é um Cristão sábio. O Cristão
deve desejar ser fraco, para que sendo fraco das forças humanas seja forte da
Graça de Deus. Lembremos do Apóstolo Paulo em sua Segunda Carta aos Coríntios: “E
disse-me: A minha Graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.
De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite
o poder de Cristo.” (2º Co 12.9)
Bibliografia:
Concordância Bíblica Abreviada [Livro]. - São
Paulo : Vida, 2006.
CPAD Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal [Livro]. -
São Paulo : [s.n.], 2004.
Dicionário Eletrônico Houaiss
[1]
Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João
del-Rei/MG. Pós graduando em Ciências da Religião pela UCAM. Graduado em
Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.



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