PEREGRINANDO PELOS VALES.
PEREGRINANDO PELOS VALES.
Jonas Dias de Souza[1]
A palavra “vale” na Bíblia é associada à
provas e lutas. Nestes tempos modernos
passamos por diferentes vales quando comparados aos tempos de antanho. Não
existe tempo melhor que o outro. Embora as vezes podemos sentir nostalgias de
tempos passados, a Bíblia ensina em Eclesiastes que cada coisa acontece em seu
próprio tempo. Ocorre que temos uma tendência a sentirmos uma nostalgia daquilo
que nos fez felizes e deixarmos de lado ou suprimimos mesmo que num processo
inconsciente os momentos de tristeza.
O que não podemos esquecer é que não nos cabe
sentir tristeza quando temos Cristo indo conosco, ao nosso lado, nos
sustentando e por muitas sendo até mesmo o timoneiro. “Se Cristo comigo vai eu
irei ”, assim diz um hino muito conhecido, a verdade que ele expressa, a nossa
alma sente ao passar pelos vales e ver a figura de Cristo revelando a Graça de
Deus. Isto acontece por um favor de Deus para conosco e para o mundo perdido, e
esta Graça é que deve nos bastar e somente, e somente só em Jesus Cristo
podemos encontrar esta Graça que mais doce que todas as alegrias e bens
terrenos.
“Se pelos vales eu peregrino vou andar”, que
seja peregrinando com Cristo. A vida do crente não é livre de lutas contra o
pecado, contra as agruras da vida. Mas é uma luta que objetiva o fim de todas
as coisas. E qual é o fim de todas as coisas? O fim de todas as coisas não é
nada mais do que uma vida eterna. Esta vida eterna será ao lado de Cristo que
obtemos graças ao Sangue glorioso vertido na cruz, ou no lago de enxofre, que muitos julgam ser
uma metáfora. Esta separação eterna da presença de Deus é que será a segunda
morte. A morte espiritual será muito pior do que a morte física.
Ao passarmos pelo vale e chegarmos nas
planícies veremos o quanto Jesus nos ajudou. E aí? Deveremos voltar ao vale? O
lema dos fuzileiros navais é “nenhum ferido para trás”. Então podemos voltar ao vale, desta vez
armados com a armadura de Deus e realizar o resgate das almas feridas. Como se
dá este resgate? Através da proclamação do Evangelho de Cristo aos perdidos. Através
da sustentação de nossa família em
oração. Toda vez que nos prostramos de joelhos e intercedemos em favor de
nossos familiares que ainda não aceitaram a Cristo, estamos fazendo uma devassa
nas obras das hostes da maldade. Outrossim, devemos lembrar que passamos
somente pelo vale da sombra da morte com a exclusiva permissão divina, e este
Deus o qual servimos já providenciou o resgate necessário para mostrar que Ele
é a Luz do mundo. Cristo é o resplendor
dos céus que veio para trazer aos cativos a Boa Nova. Esta Boa nova, é uma
Graça Inaudita que alcança a ovelha longe do redil. Este Bom Pastor nos ama e
nos toma em seus braços e nos conduz para a fonte de águas vivas. Outrora nos
vales, estávamos a mercê das obras e das influências da maldade, agora, com as
feridas embalsamadas pelo amor de Cristo, cantamos alegre. Este nosso canto
estridente (Hinos de Louvor) abala a confiança dos encarregados da perdição e
ao mesmo tempo ecoa em todo o vale, mostrando aos peregrinos que existe uma
saída do labirinto de dor que é Jesus Cristo. Agora, no redil, nós cantamos “Firmes
nas promessas de Jesus o Cristo”.
E seguimos Salmodiando:
O SENHOR é o
meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranqüilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

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