RELATIVISMO RELIGIOSO: O PERIGO QUE ENFRENTA A APOLOGÉTICA.
RELATIVISMO RELIGIOSO: O PERIGO QUE ENFRENTA A APOLOGÉTICA.
Jonas Dias de Souza[1]
Na Pós-modernidade é
comum ouvirmos a expressão “todos os
caminhos levam a Deus”. A facilidade
de difusão de culturas, crenças e religiosidades por meio da internete e da
facilidade ao acesso da mídia, expande cada vez mais esta noção, de que todos
os caminhos levam a Deus. Dentro deste pensamento se um religioso distribui por
voluntariedade ajuda aos pobres, o senso-comum coloca neste ato um caminho para
alcançar a Deus. Não somos contra a necessidade do serviço social, pelo
contrário, acreditamos nos ensinamentos de que a Caridade anda em conjunto com
a Fé. “Meus irmãos, que aproveita se alguém disser que tem fé e não tiver as
obras?” (Tiago 2.14ª). O que não podemos fazer é entrar no senso comum do
relativismo religioso e abrirmos concessões para a invasão de doutrinas
espúrias que confrontem aquelas doutrinas bíblicas. A bíblia é a razão do nosso
caminhar, e sendo a bússola do Cristão, não podemos enxergar o que ela não diz.
Não encontramos na bíblia a idéia de sincretismo religioso. As religiões que afastavam o povo de Deus de
seus caminhos eram combatidas com veemência. Não podemos admitir contudo, que
baseado na bíblia, sejamos autores de violências contra aquelas pessoas que
praticam a religiosidade confrontante com as verdades do critianismo.
A violência é inaceitável
em todas as suas formas, até mesmo porque, teríamos que cortar (literalmente) a
própria carne e também metaforicamente, expurgando de nosso meio falsas
ovelhas. O problema maior no que concerne às heresias está no fato de que elas
nascem no nosso meio. Culpamos o diabo
por uma coisa que ele não faz, e esquecemos de olhar para o interior de nossos
púlpitos. “Na verdade, na verdade vos
digo que aquele que não entra pela porta no curral das ovelhas, mas sobe por
outra parte, é ladrão e salteador.” (João 10.1) Os ladrões e saltadores
estão naqueles que permitem os elementos sincréticos em seus cultos com
desculpa de que estamos vivendo uma época da tolerância religiosa. O que vemos?
Elementos de cultos afros dentro do “cristianismo”. Um altar que reúne o
romanismo, o espiritismo e o cristianismo, e que mais confusão coloca no meio. Podemos
debater as religiões no campo das idéias, sem que nos matemos e nos espanquemos.
Infelizmente, este posicionamento é visto como retrógrado e quadrado. Mas isto
é apologética. Princípios bíblicos são
inegociáveis. O principal objeto de negociação dentro do sincretismo é a
SOBERANIA DE DEUS. Isto mesmo. Quando
abrimos mão de princípios bíblicos e subimos ao altar com outros deuses (pois é
isto que acontece) estamos dividindo com eles a adoração que é devida somente
ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Não há doutrina bíblica que apóie a
junção destas religiosidades. Se tal acontece é por mera liberalidade humana. O
único caminho de Salvação é Jesus Cristo, e a única palavra de Deus sobre isto
é a Bíblia. O que falta nesta era pós moderna é evangélico que seja comprometido
com a singularidade de Cristo. Se a Bíblia rejeita o fato de que há outros
caminhos que levam a Deus, devemos rejeitá-lo também. Este sincretismo e
relativismo religioso que impera atualmente é a forma popular de pensar que
todas as religiões levam a Deus.
A religião é justamente o
esforço da humanidade em evitar a verdade de Deus. Que sentido há em pregarmos
e divulgarmos e ensinarmos a Bíblia se todas as religiões levam a Deus?
Ateístas e Teístas navegam no mesmo barco se assim o crermos. Dizemos não à
violência, mas dizemos sim para uma apologética centralizada no conhecimento da
Bíblia. Bíblia aliás que deve ser estudada como uma unidade e não fragmentada,
como acontece hoje. Lamentavelmente, vemos, um versículo tomado de forma
isolada e uma tessitura de conhecimentos culturais desfiados a guisa de
pregação, tem-se filósofos (nos quais me enquadro), psicólogos, professores e
doutores e pouquíssimos pregadores genuínos da Bíblia.
Há um só caminho que é
Jesus Cristo. Os demais são esforços para atingir este caminho, mas são
esforços vãos. Nos resta o consolo de a
Palavra de Deus não volta vazia. “Porque,
assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, mas regam a
terra e a fazem produzir, e brotar, e dar semente ao semeador e pão ao que
come, assim será a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia;
antes, fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei.” (Isaías 55.11-12)

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