Respondendo ao leitor: É possível a Conversão nos últimos suspiros de vida?
Respondendo ao leitor: É possível
a Conversão nos últimos suspiros de vida?
Jonas Dias de Souza[1]
No formulário de contato do Blog é
possível ao leitor apresentar suas dúvidas, críticas e sugestões. Desta feita,
responderemos a um questionamento sobre a conversão de pessoas que durante sua
vida levaram uma existência desregrada, e no último suspiro de vida,
acreditaram em Cristo como Salvador.
Eis a questão:
“Caro irmão Jonas,Boa Noite! Estou aqui de novo, para mais uma dúvida.
Pode uma pessoa que nunca agradou a Deus, sempre levou uma vida de
crimes, drogas, roubos, matou pessoas e que na hora da sua morte lhe é
apresentado o plano de salvação e ela aceita e no mesmo instante morre, pode
ser considerada salva pela graça de Deus.
Ao questionar este tema na EBD me falaram do exemplo do ladrão na cruz
que foi salvo por Cristo (ainda hoje estarás comigo no paraíso) ao fazer um
estudo sobre o tema fiquei pensativo sobre o "ainda hoje" pois Cristo
ressuscitou e ficou na terra se não me engano por 30 dias).
Pelo pouco que conheço da bíblia existem várias passagens e ensinamentos
de como devemos proceder para termos a graça de Deus no dia do julgamento
final e mesmo assim não estaremos livre do julgamento.
O Novo Testamento ensina que precisamos, aceitar a Cristo, pedir perdão
de nossos pecados, conhecer a palavra de Deus e ser batizados nas águas para
sermos salvos (Marcos 16:16; João 3:5; Atos 2:38; 22:16; Romanos 6:4; 1 Pedro
3:21, etc...
A salvação do ladrão prova que não temos que aceitar a Cristo, pedir
perdão de nossos pecados, conhecer a palavra e ser batizados para sermos
salvos?
RESPOSTA:
Vejo como positivo a vontade do leitor
em caminhar pelas Doutrinas contidas na Bíblia. Isto demonstra uma vontade de
crescimento que aliada ao poder iluminador do Espírito Santo, proporciona uma
excelente arma na evangelização e salvação de almas. Quando o Apóstolo Pedro
fala em Culto Racional, fala justamente disto. A Fé deve vir acompanhada do
Estudo Bíblico (embora algumas igrejas negligenciem esta parte), ou seja, a
aquisição de alimentos sólidos. Ocorre que, a busca da sabedoria deve ter uma
base bíblica, posto que falamos da sabedoria que vem do alto. A este respeito,
o apóstolo Paulo, escrevendo a Timóteo, ensina: “Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a
todos da liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-a concedida.” (Timóteo
1.5)
O homem natural e que está inserido no
mundo com sua pecaminosidade, de fato não agrada a Deus. Portanto, pode ser
intelectualmente desenvolvido, um gênio, mas não possui sabedoria. Normalmente,
o homem que está no mundo, leva uma vida
de concupiscência. Isto não significa que todo aquele que não agrada a Deus,
seja um bandido, tendo como parâmetro a lei humana. Existem condutas que não
agradam a Deus e que não são ilícitas aos olhos da sociedade. Exemplo disto, é
o adultério. O adúltero, aos olhos da sociedade e dos nossos Diplomas Legais
seculares (Código Penal, Constituição, Código Civil) não está cometendo nenhum
ato ilícito. Mas aos olhos da Justiça Divina, tal cidadão está descumprindo as
normas que agradam a Deus. Lembrando que existe ainda a figura do adultério
espiritual. Que ocorre quando trocamos a Glória de deus pelos brilhos
passageiros do mundo. Outro exemplo, é o chamado vício socialmente aceitável.
Não é crime ser tabagista, assim como não é crime ser alcoólatra, mas, sabemos
que sendo o corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar bem dele para
agradar a Deus.
Agora vejamos aquela pessoa que sempre
teve uma vida desregrada em dissonância dos Diplomas Legais Seculares (Código
Penal; Lei das Contravenções Penais e outras que regulam a vida em sociedade).
Imaginemos uma pessoa que sempre levou uma vida dissoluta e nunca foi colhida
pelas malhas da justiça humana. Do ponto de vista jurídico, todos são inocentes
até que seja concluído o ato jurídico perfeito, ou seja, até que se transite a
sentença em julgado, não cabendo mais nenhum recurso. Tal pessoa é inocente aos
olhos da justiça dos homens. Mas aos olhos da justiça de Deus ela não é
inocente. E em seu leito de morte, um crente lhe falou que Cristo Salva, Liberta
e leva para o Céu. No seu íntimo, tal pessoa aceita a Cristo como seu legítimo,
suficiente e único salvador. Com sinceridade aceita o sacrifício vicário
executado no madeiro. E nos últimos instantes se entrega para o poder
libertador da Justiça Divina. O que acontece? Ele se torna posicionalmente
justo imediatamente. A salvação é imediata.
A primeira coisa que temos que fazer
para entender esta questão é nos despirmos de todos os nossos pensamentos
naturais e desejos egoístas de julgar o próximo. Do ponto de vista humano, tal
fato não é aceitável. Mas não devemos nos esquecer que quando aceitamos a
Cristo, passamos a ser governado pelas Leis Divinas e pela Constituição do
Crente que é a Bíblia Sagrada. É por isto que, embora não possamos julgar como
homens; podemos fazê-lo à luz da Bíblia. A Doutrina julga e os servos fiéis têm
o dever de aceitar seu veredicto.
Vejamos o funcionamento do Tribunal de
Justiça de Deus da seguinte maneira:
·
Deus é o Juiz
·
Jesus é o Advogado de Defesa
·
O Espírito Santo é Testemunha
·
O Diabo é o Promotor/Acusador
Precisamos entender o conceito bíblico
de JUSTIFICAÇÃO para compreendermos o
mecanismo de funcionamento da Justiça de Deus. Estudiosos da Bíblia afirmam que
a Justificação é o ato que Deus utiliza para que por intermédio de sua Graça, os seres humanos
venham a ser perdoados de sua culpa. A base inequívoca desta justiça pode ser
encontrada no livro de Romanos, quando vemos que o advogado de defesa (Jesus)
antecipadamente cumpriu a lei no lugar dos seres humanos, e mais além sofreu
todos os sofrimentos que eram a nós destinados.
Entrando a morte no mundo por meio de um só homem (Adão), e muitos
morreram por causa disso. A Graça superabundou, por meio de um só homem (Jesus)
sobre muitos. A desobediência de Adão
permitiu que muitos se perdessem, a obediência de Cristo permite que muitos
sejam resgatados. Confira Romanos 5.12-21
A justificação das pessoas ocorre
através da Fé que é dada pelo Espírito Santo. Precisamos lembrar que a
justificação é a absolvição perante o tribunal de Cristo. Ora, se somos
declarados justos ao aceitarmos o sacrifício de Cristo, podemos concluir com
facilidade que se isto pode acontecer antes de exalarmos o último sopro de
vida, é perfeitamente válida a nossa declaração de justo. Ocorre que nem por
isto, vamos contar com a sorte.
Lembremos que a Bíblia ensina a procurar a Deus enquanto se pode achá-lo
e devemos buscá-lo enquanto ele está perto.
Partindo da premissa de que fosse impossível
uma conversão aos moldes da questão exposta (nos últimos momentos da vida)
jogaríamos por terra todo o trabalho de Capelania, que ocorre inclusive nos
Centros de Tratamento Intensivo, locais de concentração de pessoas com a saúde
frágil. Outrossim, teríamos que nos preocupar em levantar a vida pregressa de
cada pessoa para a qual pregássemos. Graças a Deus, tal não acontece.
Por falar em Graça. É esta escandalosa
Graça, que a natureza do homem não entende.
Biblicamente a Graça é:
·
O amor de Deus que além de salvar as pessoas
as tornam um com Ele.
·
A soma das bênçãos (que mesmo sem
merecermos) recebemos das mãos misericordiosas de Deus.
·
É a sustentação pela influência de Deus
que nos permite uma vida de fidelidade e firmeza na Fé.
O irmão relata haver estudado que
Cristo ficou por trinta dias na terra após sua ressurreição. A ressurreição é a prova cabal de seu triunfo
sobre as hostes da morte. Sem ressurreição não há que se falar em Evangelho. A
este respeito devemos lembrar que o tempo de Deus não é o nosso tempo. Se
Cristo disse que o “bom ladrão” estaria com ele no paraíso naquele mesmo dia. É
crível, sem muita dificuldade ou especulação. Quanto a isto não contestamos os
principais atributos de Deus: Onipotência, Onipresença e Onisciência. Se assim
não fosse, diríamos que a vitória foi do sepulcro. É muito comum esquecermos que os dias de Deus
não são como os nossos dias humanos. O
hoje de Cristo não é um futuro próximo, como o nosso. Mas é imediato. Devemos
nos perguntar o que Deus fez nos três dias que estava desencarnado? Ele
triunfou sobre as hostes espirituais da maldade, assim que a morte na cruz foi
concluída. Confiram o Salmo 68. Podemos
na pequenez de nossa mente, imaginar o Cristo entrando pelas portas das
profundezas e esta ficou iluminada. Os
espíritos malignos tapando os olhos, porque a Luz do Rei machucava-lhe as
vistas. Ele então tomou as chaves do inferno. Conforme descrito em Apocalipse
1.18. Que momento Cristo tomou as chaves da morte e do inferno. No momento em
que morreu e triunfou sobre a morte. Devemos lembrar que Cristo era naquele momento
Espírito.
Outrossim, devemos lembrar do
ensinamento do apóstolo Paulo:
“E a Graça foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de
Cristo.
Por isso diz:
Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons
aos homens.
Ora, que quer dizer subiu, senão que também havia descido até as regiões
inferiores da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de
todos os céus, para encher todas as coisas.” (Efésios 4.7-10)
Cativeiro segundo o Dicionário Vine:
2. aichmalosia ( ... ),
“cativeiro”, o substantivo abstrato em contraste com o n" 1, o substantivo
concreto, e encontrado em Ap 13.10 e Ef 4.8. onde diz: “Levou cativo o
cativeiro” (“uma multidão de cativos” ), parece ser uma insinuação a procissão
triunfal com a qual uma vitoria era celebrada, na qual os “cativos” tomavam
parte em sua formação (veja Jz 5.12). A citação e do SI 68.18. e provavelmente uma expressão convincente para
se referir a vitoria de Cristo, mediante a Sua morte, sobre os poderes hostis
das trevas. Uma sugestão alternativa e que, na ascensão, Jesus Cristo
transferiu os santos remidos do Antigo Testamento do Sheol para a Sua presença
na glória.' (Vine, Unger, & JR.)
O reconhecimento de que Jesus era de
fato o Messias, fez com a que Graça de Deus, justificasse o ladrão.
Esta singular conversão, por sinal, é
mencionada somente pelo Evangelista Lucas. Quando lemos os sinóticos Mateus e
Marcos, vemos que esta conversão não ocorreu.
Vejamos:
“E o mesmo lhe lançaram também em rosto os salteadores que com ele
estavam crucificados.” (Mateus 27. 44) (ARC)[2]
“E os assaltantes que haviam sido crucificados com ele também lhe faziam
as mesmas acusações.” (Mateus 27.44) (NBV)[3]
“E até os ladrões que foram crucificados com Jesus também o insultavam”
(Mateus 27.44) (NTLH)[4]
“E os mesmos impropérios lhe diziam também os ladrões que haviam sido
crucificados com ele.” (Mateus 27.44) (ARA)[5]
“Do mesmo modo, também os dois bandidos que foram crucificados com Jesus
o insultavam.” (Mateus 27.44) (EP)[6]
Não citaremos o contido em Marcos
devido à semelhança. Nos escritos de João, também não consta a conversão deste
ladrão. Contudo isto não invalida o contido na Bíblia.
Vejamos Lucas:
“E um dos malfeitores que estavam pendurados blasfemava dele, dizendo:
Se tu és o Cristo, salva-te a ti mesmo e a nós.
Respondendo, porém o outro, repreendia-o, dizendo: Tu nem ainda temes a
Deus, estando na mesma condenação?
E nós na verdade, com justiça, porque recebemos o que nossos feitos
mereciam; mas este nenhum mal fez.
E disse a Jesus: Senhor, lembra-te de mim, quando entrares no teu Reino.
E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje estarás comigo no
Paraíso.” (Lucas 23. 39-43) (ARC)
O paraíso é descrito como sendo o “terceiro
céu” descrito por Paulo em sua Epístola aos Coríntios.
“No momento em que tudo parece perdido, Jesus se mostra portador da
Salvação. Ele anunciou a salvação aos pecadores, durante a sua vida; agora na
cruz, a oferece ao criminoso. Jesus não está sozinho na cruz. Acompanham-no
todos aqueles que são condenados por uma sociedade que não aceita o projeto de
Deus e que clamam: “Lembra-te de nós!” (Bíblia Sagrada: Edição Pastoral, 1990)
O equívoco do leitor:
“A salvação do ladrão prova que não temos que aceitar a Cristo, pedir
perdão de nossos pecados, conhecer a palavra e ser batizados para sermos
salvos?”
Neste ponto, foi colocada em uma só
questão uma sequência de Doutrinas Bíblicas.
O ladrão aceitou a Cristo? Sim! E sim! Lembrando que a Bíblia fala em Crer e
não em aceitar.
Não existe uma fórmula para dizer que
aceitamos a Cristo como nosso Salvador. Inúmeras conversões acontecem, sem que
a pessoa faça uma confissão pública oralmente. Temos casos de pessoas que vão
se transformando, indo à igreja, dando testemunho de que Cristo entrou em sua
vida. Este apelo que se faz ao final de cada culto, visa dar a oportunidade de
que a pessoa seja conhecida pela congregação.
O ladrão fez uma confissão pública de
seus pecados reconhecendo que merecia aquela morte de Cruz. Ao mesmo tempo
reconheceu a inocência de Cristo e reconheceu que Ele era Rei de um reino que
não era este mundo. Reconheceu portanto a soberania de Deus. Não podemos tratar
levianamente a clemência que Deus mostrou para com um pecador arrependido.
Reconhecer suas faltas. Pedir a Jesus
que se lembre dele. Esta é a benção da Graça superabundante. Ao vivo, direto
com o Messias.
Portanto, vejo que o ladrão redimiu-se,
pois se arrependeu e se entregou a Jesus. Podemos traduzir as entrelinhas como
se o ladrão dissesse: “Senhor, faça em mim conforme a tua vontade.”
Conhecer a Palavra não Salva ninguém.
Exemplo disto é o Diabo. O Diabo é sem
dúvida o maior teólogo que existe neste mundo. A sua demonstração de
conhecimento da Palavra, é encontrada no episódio da tentação de Jesus no
deserto. Conhecer a palavra e não deixar-se transformar por ela, nada
significa. Quando aprendemos que a Bíblia foi traduzida muitas vezes por
transliteração, e que muitos termos não encontravam equivalência na nossa
língua, podemos entender porque a Santificação assume seu caráter de
dependência da graça.
Tornar-se santo não é melhorarmos
moralmente, mas sim dependermos totalmente da graça misericordiosa de Deus. A
melhora ética e moral é produto da graça que age em nós. Não somos santos
porque conhecemos a palavra, mas porque a graça testemunha a palavra em nós.
Como exigir do ladrão que conhecesse a
Palavra. No que respeita ao Novo Testamento ele nem havia sido escrito. Quanto
ao Antigo, podemos ver um breve brilho, quando este reconheceu que Cristo era o
Messias. E como exigir um batismo naquelas condições?
Quando aceitamos a Cristo, reconhecendo-o como
nosso único, suficiente e legítimo Salvador, somos justificados. Fato este que
acontece, após o arrependimento. Se não ocorre o arrependimento, é porque não
estamos prontos para Cristo. A aceitação, (lembrando que a Bíblia não fala em
aceitação, e sim, em Crer) de Cristo
segue-se ao arrependimento.
1)
Arrependimento que compreende:
Reconhecimento do pecado absoluto; Tristeza dolorosa e abandono completo do
pecado.
2)
Fé: Dizer não ao pecado e dizer sim a
Deus.
3)
Conversão: Virar para a direção oposta.
E crer em Deus.
4)
Justificação: Ato pelo qual o pecador é
declarado posicionalmente justo. (Cf Romanos 3. 24-26)
Se o moribundo aceitou a Cristo é porque
se arrependeu de algo que lhe infligia
culpa. A salvação não está atrelada ao
processo de conhecer a palavra e ser batizado.
Batismo não salva. Batismo é para os
salvos. O ato de passar pelas águas é a assunção pública perante a congregação
de que agora, como discípulos de Cristo, somos novas criaturas. O simbolismo do batismo comporta: Morte,
sepultamento e ressurreição espiritual. Assim como ocorreu com as pessoas que
estavam na Arca. Com os Israelitas que atravessaram o Mar Vermelho debaixo da
nuvem.
“Ora, irmãos não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos sob
a nuvem, e todos passaram pelo mar, tendo sido batizados, assim na nuvem como
no mar, com respeito a Moisés.” (1 Coríntios 10.2)
O batismo embora seja uma ordenança, não é conditio sine qua non[7]
para a salvação. Representa uma antecipação da morte e ressurreição em
Cristo Jesus.
Por ser esclarecedor citamos:
“ Símbolo
é o sinal, ou representação visível, de uma verdade ou idéia invisível; por
exemplo, o leão é símbolo da força e da coragem; o cordeiro, da mansidão; o ramo de oliveira, da paz; o
cetro, do domínio; a aliança, do casamento; e a bandeira, do país. Os símbolos
podem ensinar grandes lições; quando Jesus amaldiçoou a figueira ensinava o
destino do judaísmo infrutífero e a lavagem dos pés dos discípulos de Jesus
ensinava a sua descida do céu para purificar e salvar, e o serviço humilde
requerido de seus seguidores. 2. Rito é
o símbolo que se emprega com regularidade e intenção sagrada. Os símbolos
tornam-se ritos quando empregados desta forma. A imposição de mãos na
ordenação, e o cumprimento apertando a mão direita em sinal de companheirismo
são exemplos de ritos autorizados na igreja cristã. 3. Ordenança é um rito simbólico que destaca as verdades essenciais do
reino de Cristo. Ordenança nenhuma é um sacramento no sentido católico romano;
mas, como o sacramentum era o
juramento que o soldado romano prestava de obedecer ao seu comandante ainda que
a preço da morte; do mesmo modo, o batismo e a ceia do Senhor são sacramentos,
no sentido de representarem os votos de aliança com Cristo, o nosso Senhor”. (Strong, 2003)
A guisa de conclusão:
A crucificação de Jesus entre dois
ladrões, e a escolha destes, reflete o destino da humanidade. Não uma segunda
ou terceira via. Jesus é o único caminho, ou o aceitamos e vamos para o céu, ou
nos deixamos arrastar pelo pecado para a condenação eterna. Não há como humanos
que somos prever a hora em que nos depararemos com a morte. Pode ocorrer de não
termos tempo para um arrependimento e aceitação de Cristo. Por isto devemos
estar vigilante, os que já o aceitaram, devem agora procurar crescer na
Palavra.
Crescer na Palavra, não é saber a
Bíblia de cor e tampouco ser o supra-sumo em Bíblia, Mas deixar se transformar
cada vez mais, no discípulo que agrada a Cristo. Há duas formas: ORAÇÃO E
PALAVRA.
Crescer na Palavra é cada vez mais
sermos dependentes da graça e do Espírito de Deus para conduzirmos a nossa
vida.
Acordamos de manhã: Oração
Vamos trabalhar: Oração
Estamos no ônibus, ou carro, ou a pé:
Oração
O conselho válido é “Orai sem Cessar”.
Ao lado disto nos alimentarmos com a
Bíblia. Buscar a sabedoria. Não devemos nos preocupar com aquilo que pode se
tornar especulação, na Bíblia. Cristo é o único Salvador da humanidade e contra
isto não há argumento doutrinário que refute.
Por ser o mesmo sempre, Ele até hoje,
vela por sua Palavra.
O criminoso aceitou a sentença imposta
pela justiça humana, reconhecendo seus erros. Partiu então do reconhecimento de
sua condição (arrependimento) para o reconhecimento da verdadeira condição
messiânica de Cristo. Vemos a superação que o ladrão teve, até mesmo em relação
aos discípulos que andaram com Jesus, e o abandonaram. Vemos Coragem, Fé e
Testemunho.
BIBLIOGRAFIA:
Bíblia Sagrada Nova Tradução na Linguagem de Hoje. (2005). São Paulo: Paulinas Editora.
Bíblia Sagrada:
Edição Pastoral. (1990). São Paulo:
Paullus.
Nova Bíblia Viva. (2010). São Paulo/SP: Mundo Cristão.
Oliveira, R. F. (2006).
Doutrinas Bíblicas: Uma introdução à teologia. Campinas/SP: EETAD.
Strong, A. H. (2003). Teologia
Sistemática (Vol. II). São Paulo/SP: Hagnos.
Vine, W., Unger, M. F.,
& JR., W. W. Dicionário Vine. CPAD.
Zimmer, W. K. Dicionário
da Bíblia de Almeida. SBB.
LEIA TAMBÉM: UM ESTUDO SOBRE O SALMO 51
[1]
Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João
del-Rei/MG. Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Filosofia pela EETAD.
[2]
Almeida Revista e Corrigida.
[3]
Nova Bíblia Viva.
[4]
Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
[5]
Almeida Revista e atualizada.
[6]
Edição Pastoral
[7] Sem o qual não pode ser.

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