ROTEIRO PARA ENCORAJAMENTO CRISTÃO
ROTEIRO
PARA ENCORAJAMENTO CRISTÃO.
Jonas Dias de Souza[1]
Aceitamos a Jesus Cristo, somos agora reconhecidos em
nosso trabalho. Em nossa escola e no nosso bairro como crentes. E não raras vezes somos procurados para
aconselharmos. Isto mesmo. Chega uma pessoa devagar (geralmente do nosso
círculo social) e vai devagar abrindo o coração. É quando de repente temos que
encorajar aquela pessoa. Pois isto é sinônimo de conselho. Aconselhar, nada
mais é do que dar uma dose de ânimo para que a pessoa dê um passo em direção a
Deus. Sendo Deus o parâmetro maior de nossas vidas, a ética, a moral e as
atitudes corretas, fazem parte de nossas ações cotidianas. Inúmeras vezes, quem
busca um encorajamento está diante de algo que já sabe como resolver, mas busca
um esclarecimento.
Por toda a Bíblia vemos ordem de encorajarmos uns aos
outros. Há momentos em que seremos nós que precisaremos ser encorajados.
Encorajar é incentivar. É dar ânimo. É colocar para a frente. E este colocar
para a frente implica em sua maioria em provocar na pessoa a necessidade de
aprofundar seu relacionamento com Deus. Mesmo que esta pessoa esteja no meio
Cristão. Através de
nossas palavras, encorajamos.
A vida é uma corrida. Uns correm para buscar uma coroa
perecível e outras uma coroa incorruptível. A coroa perecível causa cansaço, e
a própria atividade de viver é por vezes motivo de exaustão de nossas energias.
Imagine você alguém que não conhece aos pastos verdejantes do Senhor? Quando
estamos perto da linha chegada, as pernas doem. A garganta seca, e nosso corpo
pede para parar. Esta linha de chegada pode ser um problema no trabalho, na
família, na igreja ou com nosso colega de trabalho. Um exemplo de encorajamento
eu passei quando estava prestando concurso para as forças de segurança. No dia
mais quente, na parte da tarde foi realizado o teste de aptidão física. Eu
estava longe de casa, não conhecia a pista, estava com um tênis que não era
adequado para a corrida. E o pior de tudo, naquela época eu era tabagista.
Determinada altura, quase pensando em desistir, passou por mim, um colega da
mesma cidade, que falou estamos dentro das vagas, desiste não. Lembro-me que dei uma respirada e puxei as
forças ignorando as dores, as adversidades, e completei o percurso. Muitos dos
concorrentes foram eliminados naquela tarde, eram cinqüenta vagas e havia
muitos candidatos. Mais de vinte anos depois, realizamos até um hoje um teste
físico todos os anos, e lembro sempre que a cada degrau na carreira, a cada
conquista, houve aquela vitória inicial. Fui encorajado, quando mais precisava.
Baseado em 1 Tessalonicenses
5:11-23, e ajudado pela Bíblia de Aplicação Pessoal, veremos um roteiro
(básico) para encorajarmo-nos uns aos outros:
“Pelo que exortai-vos uns
aos outros e edificai-vos uns aos outros, como também o fazeis.” (1Ts 5:11)
Exortar não é xingar e nem
mostrar aos outros verdades que achamos serem corretas. Exortar é justamente
animar, dar ânimo. Edificar o nosso próximo, é mostrar nele alguma qualidade
que o torna especial. Quando olhamos à nossa volta e buscamos perceber a
necessidade do nosso próximo, vemos qualidade que ele possui e sequer percebe.
Comecemos pois, mostrando uma qualidade que admiramos naquela pessoa.
“E rogamo-vos irmãos, que reconheçais os que
trabalham entre vós, e que presidem sobre vós no Senhor e vos admoestam.” (1Ts
5:12)
Devemos procurar maneiras de
cooperar, respeitando as lideranças. Seja na Igreja, no trabalho, em casa. Um
jovem ou uma jovem precisa respeitar a liderança de seus pais. No trabalho
temos que respeitar a liderança de nossos chefes. Na igreja temos que respeitar
a liderança, daquelas pessoas que dirigem a congregação desde o Diácono, ao
Pastor. Se há falhas no processo de liderar, a responsabilidade pode ser nossa
pela falta de cooperação.
“e que tenhais em grande
estima e amor, por causa da sua obra. Tende Paz entre Vós.” (1Ts 5:13)
Que tal retermos os
comentários futuros que objetivam somente criticar e não mostrar uma solução
para o problema que surgiu. Existem críticas que são feitas com o único
objetivo de menosprezar a liderança do trabalho. É um sentimento de inveja que
guardamos no coração, mesmo sem percebermos. Lembremos de agradecer a Deus
pelos líderes que Ele deu à Igreja. E ajudá-los em oração.
Devemos viver em Paz. Buscar
maneiras de vivermos em Paz com nossos próximos. Sermos a parte responsável
pelo bom relacionamento.
“Rogamo-vos também irmãos,
que admoestei os desordeiros, consolei os de pouco ânimo, sustenteis os fracos
e sejais pacientes para com todos. (1 Ts 5:14)
Devemos procurar incentivar
as pessoas a terem um projeto, ou a se unir a um projeto que temos. Por
exemplo, determinada época, havia um colega de trabalho que estava muito
desanimado com o local em que estava prestando serviço. Começava a reclamar
logo pela manhã e prosseguia se lamentando pela tarde. Numa conversa começamos
a analisar quais as perspectivas de mudanças. Concluímos que, não estava sendo
feito nada que pudesse lhe dar uma chance de promoção. A escolaridade que ele
tinha não era suficiente, e ele não estava querendo estudar, ou seja, na
perspectiva profissional, ele precisava de um projeto em que investir. Não
devemos confundir, contudo, a preguiça com a timidez. Na igreja, por exemplo,
existem pessoas que são essenciais nos
bastidores, super-experts em cuidar de um departamento, e são tímidas para
subir ao púlpito. Aos preguiçosos, desordeiros e insubmissos, devemos
advertir. Quanto aos tímidos devemos
encorajá-los e ajudá-los.
Não podemos encorajar alguém
que não queira trabalhar. Trabalhar, no sentido de provocar mudanças. Exemplo,
um jovem não quer submeter-se às autoridades dos Pais, porque pensa que já tem
idade suficiente para tal. Em contrapartida, não quer assumir a
responsabilidade de sair das benesses do lar e ir cuidar da própria vida,
buscando seu sustento. Este deve ser advertido.
Os fracos devem receber
nossas orações, mas também devemos orar com eles para que aprendam a orar. É a velha história de dar o peixe ou ensinar
a pescar. Devemos sempre que alguém pedir oração, chamarmos para orar junto
conosco. Devemos amá-los, orar e ajudá-los a vencer as fraquezas. Paciência
para com todos inclui as situações mais adversas possíveis. Não cabe declarar o
mau que causa ao nosso organismo a raiva. E como homens e mulheres renascidos em Cristo não podemos ter mais os velhos
hábitos de exercitarmos a raiva.
Não confundam as coisas. É
direito nosso irar. Mas não devemos e não podemos dar lugar ao diabo.
Devemos aprender a ler as
situações que nos deixariam impacientes e de antemão exercitar o autocontrole. Como por exemplo, quando temos um colega
fanático por futebol: Quando o time dele ganha ele fica eufórico e brincalhão o
dia todo, a ponto de perder a concentração e querer narrar o jogo o dia todo.
Quando o time perde fica num mau humor que dói. Se soubermos de antemão e temos
a sensibilidade para ler esta situação, exercitaremos antecipadamente a
paciência.
“Vede que ninguém dê a
outrem mal por mal, mas segui, sempre, o bem, tanto uns para com os outros como
para com todos.” (1 Ts 5: 15)
Algumas vezes somos
procurados por pessoas próximas a nós, que estão atribuladas por injustiças
sofridas. A estas devemos lembrar que antes de vingarmo-nos devemos fazer o bem
para aqueles que nos perseguem. Quando vingamos as injustiças que sofremos
estamos praticando uma Pseudo - justiça humana. Mas, ao colocarmos na poderosa
Mão de Deus, a justiça divina será exercida em sua plenitude.
“Regozijai-vos
sempre. Orai sem cessar. Em tudo daí graças, porque esta é a vontade de Deus em
Cristo Jesus para convosco.” (1Ts 5: 16-18)
Existe um hino que diz
assim: “Esta Paz que sinto em minha alma,
não é porque tudo em mim vai bem.” Isto significa que, na vida do crente, as
circunstâncias da vida nem sempre são favoráveis. Ou seja, não é a vida do
crente um Mar de Rosas. Lembre-se que os discípulos estavam no barco com Jesus,
e ainda assim, sobreveio uma grande tempestade. Mas Cristo acalmou os ventos.
Ele acalma os ventos de
nossas tempestades, mas devemos conservar uma calma serena diante das
adversidades. Sei que escrever é bem mais
fácil que fazer. Mas devemos exercitar esta serenidade. Alegrar-nos
sempre no Senhor. Regozijar sempre. Agradecer a deus por tudo, inclusive pelas
adversidades. Orar sem cessar, ou seja, de forma ininterrupta. Não existe
fórmula para a oração. Podemos orar de joelhos, sentado no ônibus, em pé
aguardando o ônibus, dirigindo para o trabalho. Certo Pastor disse que não se
preocupava com o internamento de uma irmã. Porque sabia que era vontade de Deus
enviá-la a alguém que estava doente duas vezes. De fato quando foram visitá-las
havia duas novas convertidas na enfermaria do hospital.
O nosso semblante não deve
alegrar-se somente com vitórias. Nossas alegrias não devem ficar sujeitas às circunstâncias.
O mesmo hino diz ainda que: “Esta Paz que
sinto em minha alma é porque eu amo ao meu Senhor.”
Observemos que há um
imperativo no versículo: regozijar-se, Orar sem cessar e ser grato. Inúmeras
vezes oramos somente pedindo e poucas vezes agradecemos. Sabemos que estas três
ordens vão de encontro à nossa natureza, mas vencemos a nossa natureza com a
nossa vida em Cristo. Tomamos de forma consciente a decisão de fazermos aquilo
que Deus ordena e que Cristo nos pede, mesmo contrariando a nossa natureza.
Dar Graças em tudo, inclui
também agradecermos por nossos fracassos e derrotas.
“Não
extingais o Espírito. Não desprezeis as profecias. Examinai tudo. Retende o
bem. Abstende-vos de toda aparência do mal.” (1 Ts 5: 19-22)
Quando vamos a igreja e
ouvimos a palavra de Deus, estamos ouvindo profecias para a nossa vida. Mas a
natureza humana liga-se muito nos pseudo-profetas homens, que revestido de
espiritualismo batem o pé, saracoteiam na nossa frente e perguntam se
entendemos o mistério. Que mistério? O Evangelho é simples. Mas a nossa
natureza prefere as profetadas em detrimento das profecias verdadeiras contidas
na Bíblia e levada até nós por homens probos e pregadores da Sã Doutrina.
Devemos receber as profecias da parte daqueles que de fato falam baseados na
Palavra de Deus. Por outro lado, devemos fugir de situações que nos conduzirão
às oportunidades tentadoras. Evitar situações que nos puxam para o pecado.
Afinal que tem a luz com as trevas? Nada em comum. E ao nos entregarmos às
companhias de pessoas dissolutas, tendemos a perdemos o sabor da vida Cristã.
Sal sem valor e sem sabor.
“E
o mesmo Deus de Paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, alma, e
corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor
Jesus Cristo.” (1 Ts 5:23)
Entregar-se completamente a
Deus. Não somente aos domingos, mas termos comunhão com ele nas mínimas ações
de nossa vida cotidiana. Estarmos em Cristo diuturnamente. Vivermos a vida
Cristã pelo poder de Deus e não pelas nossas convicções ou própria força. Devemos
confiar na ajuda imprescindível e onipresente de Deus.
Oração e Palavra. Toda nossa
vida deve ser regida por Cristo, e não somente a nossa vida religiosa.
[1]
Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões em São João Del-Rei. É
graduado em Filosofia pela UFSJ e estudante de Teologia pela EETAD.

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