Salvação pela Religião ou pela Fé?
Salvação pela
Religião ou pela Fé?
Jonas Dias de Souza[1]
Sabemos que Fé e Religião são
duas coisas totalmente distintas entre si. Como Cristãos temos sofrido vários
ataques. Se no Brasil podemos gozar de
uma liberdade e podermos seguir em paz o
que a sociedade denomina de Religião Evangélica, a mesma sociedade goza de uma
liberdade para desferir ataques por vários meios a esta religião. O contrário
também é verdade, há ditos evangélicos que desferem ataques às outras
religiões. Estes ataques desferidos por evangélicos não é a forma correta de
defender a fé. Para isto existe a Apologética que é a Defesa da Fé de uma forma
inteligente e respeitosa. Atacar religiões e rituais praticados por outras
pessoas que não comungam da mesma fé que a nossa não é uma forma sábia. Quando
falamos em defesa Inteligente da Fé, dizemos da necessidade de refutarmos as
acusações baseados em afirmações bíblicas, sem apelações, ou ataques à honra.
Por exemplo, basta falarmos que
somos crentes,
que evocam o fato de haver pastores com condutas irregulares, e
ricos. Existem também aqueles que são sinceros e que não aparecem na mídia, e
ainda assim gozam de honestidade irrepreensível. Como exemplo, podemos citar a
evangelização no Nordeste Brasileiro. Existem pastores e evangelistas
abnegados, que de fato atendem ao chamado. Ou nas pequenas congregações do
sertão do interior mineiro. Congregações com no máximo dez membros, que vem
para a Escola Dominical e ficam para o culto, dado a distância. Congregações
que não possuem data show, e nenhum instrumento eletrônico. Podem surgir
perguntas a respeito de minha vocação. Antecipo que a vocação dada por Deus até
o momento em minha vida, foi militar na área de segurança pública e ter contato
com o interior. Vem daí a experiência em realizar tais afirmações. Atender ao chamado para grandes igrejas em
grandes centros é relativamente fácil.
Mas isto infelizmente não é de
conhecimento dos críticos de plantão. Tais críticos se prendem ao que a mídia
mostra e convenhamos não é interesse da mídia mostrar as boas coisas que são
realizadas, e sim as mazelas. Ora, se tais mazelas existem na seara dita
evangélica, devemos aceitá-las. Isto é bíblico.
Portanto, a diferença não reside
na Religião, mas na Fé. A salvação pela Fé é totalmente diferente da Salvação
pela Religião. A Salvação pela Fé em Jesus Cristo é despida das dificuldades
impostas pela religião. Talvez por isto não seja tão atrativa, não existe
nenhum glamour na Salvação por Cristo Jesus. Mas o homem, acostumado a ser o
centro de suas decisões não pode aceitar a simplicidade contida no Evangelho.
Por isto o sucesso que as religiões gozam no seio da sociedade. É muito mais atrativo,
ver homens bem vestidos e com um séquito de ajudantes e grandes incensários, do
que ver um pessoas com os joelhos
dobrados em oração. Ao homem religioso
existe uma impossibilidade em aceitar que não pode fazer nenhum sacrifício para
auxiliar na salvação de sua alma. Há uma preferência por pensar que tiveram uma
participação ativa, alguma atividade para salvarem a si mesmos.
Esta religião então se transforma
em decepção.
Somente a Fé em Cristo pode
salvar o homem. Somente a aceitação de seu sacrifício vicário, somente a
aceitação de que Ele é o único meio pelo qual podemos ser salvos e que é o único
mediador entre o homem e Deus, é que
pode salvar o homem. Não há nenhum glamour, não há sacrifícios, não há toques
de tambores, nem espadas em ristes, nem palavras secretas pela qual se
conhecem. Não há depósitos de oferendas para agradar. Há somente o depósito de
nossas dores e preocupações no ombro de Jesus.
Vejamos alguns objetivos
religiosos em contraponto a objetivos da Fé:
·
A religião busca formas de agradar a Deus por
meios de rituais e obras. Para a Fé é necessário somente confiar em Cristo
Jesus e ter uma vida que se coaduna com os preceitos Cristãos. Lembremos que
Cristo quer discípulos e não meros seguidores. Pessoas que o seguiam eram
muitas, discípulos eram poucos.
·
A religião quer um serviço diligente e dedicado,
entremeados com disciplina ferrenha e uma obediência que traz embutida uma
esperança de recompensa. A Fé quer uma confissão, uma submissão e um
compromisso de sujeitarmo-nos ao controle de Cristo (Não dos homens)
·
A religião busca um esforço centralizado na autodeterminação.
A Fé entende que um bom trabalho em prol do Reino de Cristo é realizado com a
ajuda do Espírito Santo de Deus.
·
A religião quer automotivação, quer
autocontrole. Quer homens perfeitos. A Fé nos mostra que Cristo está em nós, e,
ao mesmo tempo, eu estou em Cristo.
·
O resultado de quem segue a religião é a apatia,
a depressão, o fracasso e um constante desejo de aprovação pelos outros, que se
transformará com o tempo em uma culpa crônica.
O resultado de quem segue a Cristo é Alegria, Gratidão, amor, direção. E
mais ainda um serviço diligente por Cristo.
·
Na religião existe a indulgência, em Cristo
existe o Perdão.
É preciso ter em mente, o que o
apóstolo Paulo fala aos Colossenses: “Tende
cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs
sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo e não
segundo Cristo; porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade”
(Colossenses 2:8-9)
Paulo, é tido como um grande
estudioso de sua época, poliglota, profissional que detinha o ofício mais bem
remunerado de sua época. Era um Filósofo, tanto que debate com os Gregos,
fazendo a Defesa de Sua Fé.
A religião credita á humanidade
(e jamais a Cristo) a resposta para os problemas que enfrentamos nesta vida.
Mas sabemos que Cristo é a resposta, e não a religião.
Para sermos Defensores da Fé (não
da religião ou dos evangélicos) devemos manter os nossos olhos na pessoa de
Cristo Jesus e estudarmos a Palavra de Deus. Com oração e clamor pelo
esclarecimento do Espírito Santo.
Bibliografia:
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. (2003). São Paulo.
[1]
Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João Del-Rei/MG.
Graduado em Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

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