SETE OBSTÁCULOS PARA AS NOSSAS ORAÇÕES.
SETE OBSTÁCULOS PARA
AS NOSSAS ORAÇÕES.
Jonas Dias de Souza[1]
Sabemos
muito bem que sem oração não vencemos as dificuldades apresentadas pela vida.
Contudo, ouvimos muitos relatos de que há orações sem resultados. Pessoas que
se dizem cansadas de orar, porque não encontram um motivo salutar ou um
resultado. Primeiramente temos a dizer que o principal resultado da Oração é a
aproximação que sentimos de Deus. Há quem diga que “o telefone toca daqui pra
lá”, ou seja, se não nos colocamos em atitude de oração não abrimos o nosso
espírito para ouvir o que Deus tem a os dizer.
Mas
não é suficiente somente falarmos e assim pensarmos que estamos orando. Orar
requer algumas providências internas que muitas vezes negligenciamos. Esta
negligência torna-se um obstáculo. Obstáculo que se no início dificulta com o
tempo impede e como resultado tem-se o cessar completo da oração. A oração é
uma petição que fazemos a Deus para que Ele interceda em um assunto sobre o
qual temos interesse. Por exemplo, para que a saúde de uma pessoa que nos é
próxima seja restabelecida. Não existe isto de oração poderosa feita em tais ou
tais dias da semana, o de tal ou tal maneira. Assim como a oração no monte não
é mais forte do que aquela realiza à beira do leito de um hospital, ou de
joelhos na congregação. A condição da oração tem mais a ver com o aspecto
interior do homem com o aspecto do ambiente. Não adianta subir o mais alto
monte para orar e levar consigo um coração cheio de mágoas e ressentimentos
porque almeja uma posição na igreja e ainda não alcançou. Ou ainda, achar que é
mais justo do que os outros porque está no monte debaixo de uma chuva orando
enquanto a igreja segue com seu culto normal. Estas condições internas se
transformam em obstáculos que devem ser vencidos com a Judá do Espírito Santo
de Deus. Se Tiago disse que a oração de um justo pode muito, a justiça só pode
ser alcançada pela santificação que nos proporciona a vivência cristã em sua
essência.
Isto
posto, relacionamos sete obstáculos que impedem nossas orações de resultar no
efeito que desejamos. Aliás, o principal
elemento da oração é que ela deve ser para satisfazer a vontade de Deus em
primeiro lugar. Oramos por nossas necessidades. Mas É Deus que em sua infinita
sabedoria nos concede ou não aquilo que pedimos. A Bíblia diz que às vezes
pedimos mal (para usarmos em nossos deleites) por isto não recebemos.
1)
UM
CORAÇÃO CHEIO DE INIQUIDADES.
Porque as
nossas transgressões se multiplicaram perante ti, e os nossos pecados
testificam contra nós; porque as nossas transgressões estão conosco, e
conhecemos as nossas iniqüidades, como o prevaricar, e o mentir contra o
SENHOR, e o retirarmo-nos do nosso Deus, e o falar de opressão e rebelião, e o
conceber e expectorar do coração palavras de falsidade. (Isaías 59. 12-13)
Não adianta orarmos quando existe uma parede de separação
entre nós e Deus por causa do peso que inunda o nosso coração. A Bíblia diz que
é do coração que provém os desejos ruins, as cobiças e outras iniqüidades. Para fazermos nossas orações subirem ao céu
devemos ter os nossos corações puros. A maneira de purificarmos os nossos
corações é permitir que Deus haja em nós. É uma ação que vai crescendo cada vez
mais. Quando o homem carnal prevalece
tendemos a acreditar em nossa própria justiça. Lembremos que o profeta Isaías
nos lembra que nossa justiça é comparada a um trapo. Quando reconhecemos que
precisamos urgentemente da misericórdia de Deus em nossas vidas, tendemos a
alcançar o efeito em nossas orações.
2) AUSÊNCIA DE UM ESPÍRITO QUE PERDOA.
E perdoa as
nossas dívidas. (Mateus 6.12)
Para orarmos efetivamente devemos ter um coração e um
espírito que sabe perdoar as ofensas que sofremos de nossos irmãos. Quando oramos tendo mágoas guardadas em nosso
interior, é como se utilizássemos de vãs repetições. A vã repetição era uma
espécie de força que os pagãos acreditavam existir nas palavras que dirigiam
aos seus ídolos. O perdão nos remete
para o retorno a um relacionamento amigável. Pode parecer difícil, mas é isto que
devemos fazer quando perdoamos alguém, retomar o relacionamento amigável. A
melhor forma é orarmos para que possamos ser ajudados por Deus a perdoar. O perdão implica em reconciliação. O homem
sucumbe à tentação e ao pecado é ainda assim é perdoado por Deus, quando recebe
seu filho Jesus Cristo. Assim também deve perdoar ao próximo que lhe ofende de
alguma maneira.
3)
DÚVIDA.
Se, porém
algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente
e nada lhes impropera; e ser lhe á concedida. Peça a, porém com fé, em nada
duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada
pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa; homem
de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos. (Tiago 1. 5-8)
Dentre os vários tipos de oração temos a peticional, que como
próprio nome diz é aquela que fazemos para pedir a Deus alguma ação da parte
dele em prol de nossas vidas. A fonte desta petição origina-se na necessidade
de cada crente. O alvo desta oração deve ser sempre Deus. O requisito principal
para a aceitação de nossas orações, é a Fé (sem dúvidas). Não podemos ter uma
Fé fraca que oscila entre acreditar ou não acreditar que nossa oração será
atendida. Neste texto bíblico a petição é pela sabedoria divina, e ele diz que
Deus dá com liberalidade para aquele que não duvida. O melhor é que Deus a
concede sem repreensão. A Dúvida, portanto, é um dos sete obstáculos que impede
nossas orações de atingir os céus e chegar até o trono de Deus. Quando o crente
pede a verdadeira sabedoria, ele perde a preguiça intelectual e não se torna
presa fácil de pastores enganadores, pregadores de falsas doutrinas.
4) AMOR AOS PRAZERES.
De onde
procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que
militam na vossa carne. Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada
podeis obter, viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis;
pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.
(Tiago 4. 1-3)
O alvo de nossa oração deve ser a infinita sabedoria de Deus.
A oração que objetiva unicamente incrementar os prazeres da carne, por exemplo,
pedir para gastar com o mundo é um obstáculo. Não é pecado pedir a Deus que nos
abençoe com a permissão para comprar um carro. Mas o que faremos com este
veículo? Afastaremos-nos da igreja? Ou será que o utilizaremos para fazer uma
visita aos irmãos necessitados? Conduzir um irmão doente a uma consulta num
centro urbano maior. Podemos usar este veículo para nos aproximarmos mais da
obra de Deus. São coisas distintas. Nossas orações não são atendidas porque não
pedimos. Porque pedimos mal, pedindo coisas erradas ou por motivos errados.
Temos que buscar a constante aprovação de deus para as coisas que pretendemos
fazer.
5)
ALTIVEZ DE CORAÇÃO.
Abominação é para o SENHOR todo
altivo de coração; ainda que ele junte mão a mão, não ficará impune.
(Provérbios 16.5)
A altivez de coração é aquele orgulho que nos faz pensar que
a nossa forma de realizar as coisas é superior a maneira de Deus. “a minha
maneira é melhor” pensa aquele homem orgulhoso. Não ora para abrir um campo,
pensa que é o melhor pregador porque é “doutor em divindade”. Esquece-se deste
obstáculo para a oração. Tratar outras pessoas com desprezo (principalmente às
de menores condições sociais) é uma das características do altivo de coração.
Deus somente ajuda o homem a tornar-se o que de fato está preparado, quando
este deixa de ser orgulhoso e altivo de coração. Isto se liga diretamente à
humildade. Lembremos que a altivez encabeça a lista de sete coisas que Deus
abomina (Provérbios 6. 16).
6)
FALTA DE PERSEVERANÇA.
E não vos conformeis com este mundo,
mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que
experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus. (Romanos
12.2)
Conformar-se com o mundo é ser um crente somente de fachada.
Esta falta de perseverança decorre da não aceitação da direção que Deus nos dá.
Quando somos inconstantes (um dia vamos à igreja, no outro estamos no mundo)
estamos criando um obstáculo para as nossas orações.
7)
AUSÊNCIA OU NEGLIGÊNCIA NO ESTUDO DA
PALAVRA DE DEUS.
Do
qual muito temos que dizer, de difícil interpretação, porquanto vos fizestes
negligentes para ouvir. (Hebreus 5.11)
Para que
vos não façais negligentes, mas sejais imitadores dos que, pela fé e paciência,
herdam as promessas. (Hebreus 6.12)
Estudar a Palavra de Deus deve ser o dever de todo crente.
Mas reina uma preguiça intelectual que permite aos crentes ser explorados por
falsos pastores. Mas ainda pode acontecer algo pior, que se tornar um obstáculo
para as nossas orações. Obviamente o estudo da Palavra de Deus, deve ser
orientada pelo Espírito Santo. O ideal é que cada crente tenha um período de
estudo diário. Mas como sabemos que por vezes a correria do cotidiano impede
isto, orientamos que pelo menos se faça presença na (EBD) Escola Bíblica
Dominical. Na EBD ocorre a preparação teológica do crente, o que o anima a
prosseguir em seus estudos. Aprendendo com a Bíblia, a negligência na audição
tende a desaparecer e a oração se torna mais eficaz. Esta esperança em Cristo
(Fé) se torna um alicerce e impede que o Cristão se torne um preguiçoso. A
oração deve ser revestida e acompanhada do estudo bíblico. Nos momentos difíceis,
quando for pesado orar, um bom exercício é ler a bíblia de joelhos em voz alta.
Com o passar dos minutos estaremos falando com Deus de forma espontânea e
sábia. Sabedoria guiada logicamente pelo Espírito de Deus. Quando oramos e
estudamos, aprendemos a discernir o uso correto do uso errado da Palavra de
Deus.
[1]
Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João
del-Rei/MG. Pós Graduando em Ciências da Religião pela UCAM. Graduado em
Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia pela EETAD.

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