VINHO VERSUS ESPÍRITO: O CONTRASTE ENTRE O HOMEM CARNAL E O HOMEM ESPIRITUAL.
VINHO VERSUS ESPÍRITO: O CONTRASTE ENTRE O HOMEM CARNAL E O
HOMEM ESPIRITUAL.
Jonas Dias de Souza[1]
Portanto, vede prudentemente como
andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias
são maus. Por esta razão não vos torneis insensatos, mas procurai compreender
qual a vontade do Senhor. E não vos embriagueis com vinho, no qual há
dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando
e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais. (Efésios 5.
15-19)
Há quem diga
que a religião é um entorpecente de mentes humanas. De fato estas pessoas estão
com razão, quando lembramos que existe uma série de exploradores que hoje em
dia, exploram a fé alheia, através de doutrinas espúrias e anti-bíblicas. Há que se alertar para o fato de que os
exploradores existem com permissão dos explorados. É isto mesmo. Só existem
exploradores pelo fato de que existem pessoas que em sua preguiça intelectual,
não lêem a Bíblia para descobrir o que é lícito ou o que não convém.
Aproveitando-se desta preguiça, pessoas criam doutrinas espúrias, sempre
ligadas à recompensa financeira, e prosperam a si mesmas. Quanto ao rebanho,
sempre existe mais pessoas que
no seu desespero acreditam em tudo que pareça
miraculoso.
Não devemos
nos admirar, porque o profeta Oséias já havia dito que isto aconteceria. Ele descreve a perda da
inteligência por causa do mosto e do vinho. O pecado era tanto na época do
profeta, que as ofertas sobejavam a ponto de ter que ser vendida pelos
sacerdotes. Ou seja, os sacerdotes lucravam com o pecado do povo. A continuidade
do pecado dava aos sacerdotes poder e status. Isto reflete ainda hoje. O
sofrimento do povo ocorre devido à falta de conhecimento das doutrinas bíblicas.
Assim como ocorreu na época de Oséias, ocorre hoje. O povo procura sacrifício e
não obediência. Prefere acreditar que carregar uma pedra de cinco quilos, subir
um morro e depositando aos pés de um
pedaço de madeira em formato de cruz, lhe acalma a consciência. É melhor do que
entrar para seu quarto e ao dobrar os joelhos, entregar o seu fardo a Cristo
que já morreu na cruz por nós. A primeira diferença entre o primeiro ato e o
segundo, reside na procura de aplausos e de ser visto. Deus se contenta como
nossa obediência, mais do que com os rituais hipócritas. Vive-se hoje uma era
de consciências cauterizadas, em virtude da abundância e persistência de
rituais que visam aplacar a nossa consciência pecadora. A cauterização da consciência
torna mais fácil o pecado seguinte. Ora, um homem que se dizendo pregador vende
um lenço com seu suor a pretexto de que uma oferta de milhares de reais é uma
demonstração de fé, já está com a consciência cauterizada. Isto é, se ainda
possuir algo que se possa denominar de consciência. Convenhamos que é muito
mais fácil vender vassouras abençoadas, do que colocar a congregação em oração
e a partir daí, seguindo as orientações do Espírito Santo de Deus, realizar
evangelização e obras sociais. E o povo burro, ignorante e inculto, acredita
nestes patuás, e ainda arrotam sua pseudo-justiça contra outras formas
religiosas. Dentro do que podemos chamar de idolatria, lenços abençoados,
vassouras ungidas, santos de madeira, galinhas mortas em encruzilhadas e cruz
de plástico com sangue, ou terra de Israel possuem o mesmo peso.
Se a terra de
Israel fosse assim tão poderosa aquele lugar seria hoje um paraíso na terra. A
verdade é que até hoje estas pessoas que se permitem ser exploradas, não
abandonou seus ídolos. Apenas trocaram suas roupas. Não peregrinam até os
grandiosos templos da religião romana, mas peregrinam aos grandiosos templos
pentecostais imitadores do templo de Salomão. Tudo farinha do mesmo altar da
idolatria. Buscam benefícios materiais em detrimento do benefício espiritual. O
que esperam por meio de sua religião? Uma casa com piscina. Se não possuem
trabalho que lhe proporcione uma renda para isto. Um carro possante, sem sequer
ter a Carteira de Motorista. São compradores de ilusão. Tal qual num circo
grande e gigantesco, em que palhaços e mágicos cederam lugar para cantores e “pregadores”
animadores de palcos.
Estas
religiões são o vinho barato e de péssima qualidade. O verdadeiro Cristão que
se embriaga com o Espírito:
·
Não Cambaleia em seu andar,
·
Não tem os dias perdidos,
·
Não tem a mente entorpecida,
·
Não tem cânticos discordantes.
Quando a igreja possui
compromisso com a doutrina da Bíblia. Com a doutrina sã. Não exige de seus
fiéis a lã que lhe aquece no inverno, para custear a vida de marajás de sua
liderança.
Por outro lado, o que se espera
do povo é que procure alimentar-se com a Palavra de Deus e não com os falsos
milagres de uma igreja revestida de mundanidade. A igreja carnal explora seus membros também
carnais, porque, ao contrário do que prega a lei natural, os iguais se atraem,
igreja de liderança exploradora possui fiéis que permitem ser explorados. Não
haverá um sem o outro. Igrejas carnais
com membros carnais. É assim que acontece, onde não há Oração, Jejum e Palavra
de Deus. Cultos em que se reservam 55 minutos para pular e 5 para ouvir a
Palavra de Deus. O resultado é insatisfação espiritual compensada com doações
de dinheiro para dizer à consciência que algo está errado.
Tira-se
a sujeira da casa com as vassouras consagradas, mas permanecem as teias de
aranha da mente despida do Santo Evangelho de Cristo Jesus.
[1]
Servo de Deus. Congrega na Assembleia de Deus Missões na cidade de São João
del-Rei/MG. Pós Graduando em Ciências da Religião pela UCAM. Graduado em
Filosofia pela UFSJ. Estudante de Teologia da EETAD.

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